sexta-feira, fevereiro 20, 2009

pousar

ainda não. mais uns dias. a tosse resiliente, ameaça do riso, parasita. a noite com palavras bonitas, à falta da possibilidade dos olhos, adiados para um sábado que inesperadamente ganhou dia, ganhou tempo e uma tarde para respirar. para passar umas horas fora das paredes em que as horas param num longo, distentido dia. moro no 2.º esq., ou no camarim 8? mas pousarei. e logo, mais uma mudança — agora percebo que ainda não sei o andar — outra voz a partilhar o espaço, outros olhos, outro eu, outro tu. ainda não houve temporada aqui em que tenha ficado até ao fim do tempo no sítio do início. sempre inesperadamente, sempre ilustrativamente. Porto dos símbolos... a terra de oz sempre ao fundo do corredor, lágrimas e risos, entre lições e ilusões, croissants e finos, dentro e fora. fole. som. assim uma espécie de útero revolto. e sempre essa luz no fundo do corredor.


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