terça-feira, maio 08, 2007

Apologia de liliput

Estava a ler este post. E a pensar que há crianças que também deviam estar fechadas, porque incomodam verdadeiramente terceiros que andam muito descansadinhos no seu "espaço contentor", nomeadamente se o seu espaço contentor for um restaurante, por exemplo. Que não troco o meu cruzado de cão de fila brasileiro com rottweiller por nenhum pequinês e muito menos por um cocker. Que a ponho a dormir com um bebé muito mais depressa do que ponho um bebé a dormir com um pincher. Que não duvido muito de que o cachorro de pitt-bull que ontem afaguei no jardim do campo grande, a avaliar pelos donos, vai ser um cão como qualquer outro. Que se me fechassem e me isolassem porque eu tinha começado a rosnar baixinho também eu me tornaria uma fera. E que acho engraçado, vociferar contra a ignorância dos outros através de um texto alimentado a medo e a incompreensão.


Gostar de animais é sem dúvida muito diferente de gostar de ter animais. E foi para estes últimos que se inventaram aqueles cãezinhos robóticos, que se movem apenas a ordens e bateria.

9 comentários:

João Barbosa disse...

de acordo!

vieira do mar disse...

O texto do seu post revela que não percebeu de todo aquilo que eu quis dizer. Mas, como não a conheço de lado nenhum, também não me vou dar ao trabalho de lhe explicar. A compreensão de texto é uma coisa que se dá nas escolas, azarinho.

Manel disse...

Pois é. E a sua escola, cara vieira, terá livro de reclamações? É que eu se fosse a si ia já lá reclamar. Mas nem me vou dar ao trabalho de lhe explicar porquê. Azarito.

João Barbosa disse...

pois li este texto uma vez mais e o outro novamente. mantenho a minha opinião, que era a que já tinha antes:
- pior do que o cão é o dono do cão.
- o pior de tudo é o medo e a ignorância!

Raquel Alão disse...

Sim, pior do que o cão é o dono do cão. Mas o pior de tudo mesmo é a suprema ignorância e o alarve desdém... Azarelho...

Manel disse...

Eu diria mesmo mais... azaralho.

MPR disse...

Sim. Mas é verdade que há cães mais agressivos que outros e há cães com mais propensões a atacar que outros. Por algum motivo os cães de fila são de algumas raças apenas e por algum motivo os acidentes mortais ou mais graves, acontecem normalmente com um conjunto restrito de raças. Contra mim falo. Se tivesse cães, o rotweiller seria uma das três raças que mais gostava de ter.

Manel disse...

Os cães têm características diversas, mas a natureza é sábia. Da minha observação - que é atenta e não me arrogo conhecer provas científicas que sustentem o que digo - os cães grandes e possantes são por natureza mais calmos do que os pequeninos, isto generalizando, obviamente. Não é difícil criar um rotweiler calmo e social, difícil é criar um cocker social, um pincher ou um chihuhaha. Claro que se treinas um cão para atacar, ou se o fechas e isolas, um cão que tem a mandíbula de um tubarão é perigosíssimo. Mas repito, o pincher também desfaz a cara ao bebé. Leva mais tempo, se calhar, mas desfaz.

Conheço muitos rotweilers. Esta de que falo no post, asseguro-vos que a poria a dormir com qualquer bebé de qualquer espécie [até porque ela já adoptou um gato orfão, em tempos]. E a quantidade de pitbuls que já me lambeu a mão... meu deus, por esta altura já era maneta, caraças.

Culpar os cães é muito simples. Aliás, é típico dos humanos arrogantes arranjar bodes expiatórios. Cães expiatórios, neste caso.

E a rua, felizmente, não é o campo da trela. Suposto era, dentro dos limites do razoável, que fosse o campo da liberdade. Mas pronto, quer dizer que também tenho direito a defender as minha alergias e fobias. Vou entregar à polícia municipal uma lista, para que confirmem que ninguém me incomoda. E seremos todos felizes para sempre, a vieira com os cães pela trela e eu com a trela na vieira, por exemplo.

JL disse...

não percebi puto desta discussão. :|