domingo, setembro 23, 2007

A cigarra e a formiga

Eu tenho de deixar de ver este arremedo de programa cultural chamado Câmara Clara. ESTOU POSSESSA!!! Perdoem-me lá o berro. A Sra.PMP começa um programa sobre o novo filme de Carlos Saura, de nome "Fados", afirmando que a sua estreia internacional significa, e cito, uma divulgação sem precedentes do fado. Auch, raio de alfinete que me picou. Divulgação sem precedentes? Tratamento cinematográfico, dramatização, chame-lhe o que quiser, mas divulgação sem precedentes? E a Amália, carago?! Bem sei que por esse mundo fora se foi substituindo o Eusébio pelo Figo e pelo Ronaldo, mas ou estou muito enganada ou ainda não se substitui pela Mariza a Amália. Muito menos pelo convidado do programa, Carlos do Carmo, Fraco Sinatra para os amigos. Este mesmo Carlos do Carmo que teve A DISTINTA LATA [pá, desculpem lá, mas só me apetece... ai, mãezinha, que nem sei o que me apetece!...] de expôr a seguinte linha de pensamento para defender o filme no qual tem um protagonismo simpático: o flamenco já teve uma enorme projecção internacional com o Paco de Lucía, o tango com Piazolla, e o fado AINDA NÃO TINHA NADA SEMELHANTE!!! Caramba, se calhar é melhor voltar a tomar os comprimidos. E A AMÁLIA, CARAGO???!!!!!

Este formiguismo da arte tira-me do sério. Quer convencer-nos de que o verão não é para cantar à maluca sob o sol, mas sim a época de armazenar ego para nos aquecer no inverno. Vou é ver se está a dar algum reality show noutro canal qualquer. Ou então vou mas é dormir, que o meu mal deve ser sono...

6 comentários:

aroma a amora disse...

O problema deve ser da tua televisão que tem chuva ;) Eu também vi um bocado do programa e já não suporto...e a Amália não sei quem é, desculpe a ignorância, sim?!

Manel disse...

Caramba... O Carlos Quevedo, que, coitado, foi numa de conversar a sério, tipo, trocar impressões, pensar e não vomitar frases feitas, devia estar bem pior que eu. A conversa dele com o Sinatra de bolso foi de chorar, um a usar o cérebro e o outro o umbigo. Grande Quevedo, teve uma paciência de santo...

Quanto à tua ignorância acerca da Amália, não te rales com isso. Se nem o Carlos do Carmo parece saber bem que ela é... ;):p Beijo, amorita.

João Barbosa disse...

É verdade, o programa foi um ardor na alma... apeteceu-me ir lá calar o Carlos do Carmo quando disse aquela patacuada e não só... depois a PMP é mesmo irritante, com aquele arzinho militantemente culto e fisicamente sério. Não há pachorra!

MPR disse...

Amália? Hum? Quem? Cantava?

Raquel Alão disse...

Recomendo-te uma sessão non-stop de Buffy Caçadora de Vampiros... É melhor do que um reality show (já não consigo ver a Oprah, for fuck sake...) e o coma cerebral pós-visionamento é idêntico. Mas, entretanto, já nos adormecemos a ver sangue, pancadaria e piadas pobrezinhas num argumento de porcaria e com um elenco que também deixa tudo a desejar. É uma das minhas séries de culto... Depois disso, só a comédia do Steven Seagall.

Raquel Alão disse...

Recomendo-te uma sessão non-stop de Buffy Caçadora de Vampiros... É melhor do que um reality show (já não consigo ver a Oprah, for fuck sake...) e o coma cerebral pós-visionamento é idêntico. Mas, entretanto, já nos adormecemos a ver sangue, pancadaria e piadas pobrezinhas num argumento de porcaria e com um elenco que também deixa tudo a desejar. É uma das minhas séries de culto... Depois disso, só a comédia do Steven Seagall.