quinta-feira, agosto 10, 2006

Chama-me nomes...

«A lésbica portuguesa parece ainda ter-se precipitado ao decidir adquirir a nacionalidade espanhola para poder casar. Mesmo que Portugal recusasse passar o certificado, tal não constituiria um impeditivo em Espanha. Num casamento formulado por um cidadão espanhol e um português, este certificado pode ser substituído por "uma declaração ajuramentada e solene do interessado".»

Esta é apenas uma das vezes em que nesta notícia se repete esta referência à mulher portuguesa que foi arbitrariamente impedida pelo consulado português de casar em Espanha. Não "a mulher", não "a portuguesa", não "a cidadã". A lésbica. Porque a lésbica isto, a lésbica aquilo. E além de lésbica é estúpida, porque se fosse uma portuguesa que se prezasse nem lhe teria passado pela cabeça fazer tudo legalmente, bastava um enganozito aqui, um logro acolá. Que lésbica sem patriotismo nenhum, caraças!


...

Pelo menos tem portão de saída, este aterro...

1 comentário:

Truta Azul disse...

...muito pouco sanitário, convenhamos...

Há saída, há! Que eu sendo mulher, portuguesa e cidadã (portanto, não lésbica) já ando a matutar na coisa há uns tempos...

Talvez Islandesa, ou assim...