segunda-feira, abril 02, 2012

a Flober

estava na caixa de cartão, debaixo da cama dele. os chumbos cuidadosamente guardados à parte. latas bem longe de qualquer ser vivo, com ou sem raíz, e alvos desenhados em contraplacados e outros pedaços de entulho. o pequeno coice tão grande para os meus treze anos, a mão dele sempre no meu ombro. e aquela vez em que decidimos que agora é que era, íamos comer passarinhos... mas eles estavam vivos, nos ramos, nos ninhos, voando. e voltámos para as latas.




dia das mentiras. o da morte do Mário Viegas e o dos cravos vermelhos levando o meu pai para o mar. 16 anos de um, 1 ano de outro. e a cabeça cheia de palavras e música de uma velha cassete de crómio nomeada, naquela letra inconfundível, "selecção Manéis".

3 comentários:

Anónimo disse...

os teus treze, os meus dez... e que grande coice a bicha dava.

um beijo vermelho e de mar para ti.
Puto

Manel disse...

Beijo de cravos e sal, meu Puto.*

Thiago Domingues disse...

Saudações poéticas do Brasil!
\o/