sexta-feira, maio 07, 2010
priorizar ou a deus o que é de césar, ao povo papas e bolos.
a partir de onze de maio, pelos crimes da Igreja Católica e pela falta de laicidade (leia-se, vergonha) da República Portuguesa, panos pretos nas janelas.
quinta-feira, maio 06, 2010
o pano preto na varanda
CONDICIONANTES CERIMÓNIA NO TERREIRO DO PAÇO:
07 de Maio (22h) a dia 12 de Maio (00H00) – Trânsito irá ser encerrado na Av.
Ribeira das Naus/Av. Infante D. Henrique, entre o Campo das Cebolas e
Cais do Sodré.
11 de Maio (07H00 às 20H30) – Trânsito encerrado nos seguintes locais:
• Rua Cais de Santarém
• Av. Infante D. Henrique
• Av. 24 de Julho
• Praça dos Restauradores
• Largo de Camões
• Martim Moniz
11 de Maio (07H00 às 21H00) – Cortes e condicionamentos de trânsito:
• Cais do Sodré – Trânsito cortado desde o dia 7 de Maio
(montagem palco) e será condicionado e desviado para a Rua da
Misericórdia;
o Alternativas – Av.ª 24 de Julho, Rua do Alecrim e Rua
Cintura do Porto de Lisboa;
• Av. Liberdade
o Alternativas - Lateral descendente até à Praça da
Alegria, Príncipe Real, Rua da Misericórdia e Cais do
Sodré, Rua da Escola Politécnica e Largo do Rato
• Rua da Prata – Trânsito encerrado
o Alternativas - Rua da Madalena em direcção ao Largo do
Martim Moniz
• Rua Cais de Santarém – Trânsito cortado e desviado para a Av.ª
Infante D. Henrique para inversão;
• Av. Infante D. Henrique – Trânsito fortemente condicionado e
desviado para artérias alternativas em Santa Apolónia e Viaduto
Mouzinho de Albuquerque (à excepção dos autocarros que vão até
Santa Apolónia);
• Largo da Madalena – Trânsito fortemente condicionado e desviado
para a Rua da Madalena em direcção ao Martim Moniz;
o Alternativas – Largo do Martim Moniz, Rua de S. Lázaro
e Almirante Reis;
• Largo do Martim Moniz – Trânsito condicionado e desviado no
início da Rua D. Duarte para Norte;
o Alternativas – Calçada de Santo André, Rua da Palma e
Rua de S. Lázaro;
• Largo do Camões/Rua do Alecrim – Trânsito condicionado e
desviado para a Calçada do Combro e obrigado a inverter (à
excepção dos autocarros que vão até Cais do Sodré);
• Av.ª 24 de Julho – Trânsito condicionado e desviado para a Av.ª D.
Carlos I (à excepção dos autocarros que vão até Cais do Sodré)
o Alternativas - Rua da Boavista e Rua de S. Paulo
da nota de imprensa do comando metropolitano da PSP Lisboa.
Isto é só o bocadinho relativo à missa no Terreiro do Paço. A nota tem oito páginas onde muita coisa vem descrita —nomeadamente as honras militares, que eu suponho que consistam em pôr os soldados a darem a outra face aos oficiais superiores. Ora acontece que recebi esta nota hoje em pdf ao mesmo tempo que uma ciberdiscussão crescia, e não posso deixar de notar em alguns católicos uma certa vitimização que não pode pegar quando se defende tamanho poder, tamanha imposição. Acontece que é verdade que o alvo a bombardear é o Estado, a República Portuguesa, mas também a ICAR, a instituição e a hierarquia. Acontece que um chefe de Estado só é assim recebido se for o nosso chefe de Estado, se for um herói e, sobretudo, se vivermos uma situação excepcional ou, hélas, uma ditadurazeca. E um líder religioso usa dos próprios meios da sua assembleia para espalhar o seu evangelho. E faz as missas no seu património, que não é pouco, ou vai para o Pavilhão Atlântico como o Dalai Lama, ou para o estádio do Restelo, como em tempos foi o Papa anterior. Mas isso deve ter sido um lapso, demasiada proximidade ainda do PREC, vulcão que apesar de tudo largou cinzas no ar. Hoje aqui temos o papa-tudo, o melhor de dois mundos, o poder terreno e a imunidade divina.
Acontece também que o poder desta espécie de chefe de estado cujo reino não é deste mundo mas pelo sim pelo não tem um Banco próprio e uns Prada no armário, é trágico e de todos nós, é histórico e tirânico e generalizado. Está dentro das nossas cabeças, está em tantos dos nossos medos, em tantos buracos, em tantas patologias. Não estou a falar da doutrina de Cristo. Não estou a falar das pessoas que com ela no coração foram fazendo, e continuam a fazer, o contraponto da história dos poderes, quer de fora quer de dentro —e são muitas, benza-as o seu deus, eu por elas agradeço. Não estou a falar dos percursos interiores, da fé, da procura. São coisas que respeito, e que em muitos casos aprecio, nos católicos como em todos os seres humanos. Mas não vamos enganar-nos: quando falamos da instituição ICAR não é da doutrina de Cristo que falamos, é de um poder terreno, secular, não-eleito, tirânico e fundamentalista. Obscurantista. Há menos de 40 anos ainda aqui determinava legalidades e ilegalidades, ainda misturava os seus sacramentos na organização do Estado. Há três anos ainda queria continuar a determinar as escolhas que eu podia ter sobre o meu próprio corpo até às dez semanas de uma gestação, como se o meu ventre não fosse eu, como se eu não fosse ninguém. Ainda não desistiu, ainda tem esperança de conseguir voltar atrás. Hoje, pouca prudência ganha, continua a dizer que os meus amigos homossexuais não têm relações de pleno direito e as suas famílias não existem face ao Estado de todos nós. Não vale a pena falar muito sobre a protecção de pedófilos, o corte total e abjecto de confiança quando é a confiança mais íntima que exige aos fiéis. Direi apenas que é por tudo isto que dentro de poucos dias um pano preto adornará a minha varanda. Um bem grande. E bem negro.
Não posso fugir ao Stephen Fry: a Igreja Católica não é uma força do bem no mundo. E nós recebemos o seu líder como se fôssemos seus súbditos. Para alguns, dizer isto é atacar o Papa porque somos anti-clericais, porque tudo serve para zurzir, porque se é radical. Para mim, não o dizer é ser cúmplice e contribuir para enfraquecer a República e o Estado Laico em que a minha Constituição diz que vivo. E eu fico estupefacta, confesso, que se considere admissível o aparato e o transtorno generalizado com que esta visita se apresenta sem se acreditar realmente que é ali que reside A Verdade. E quanto a isto, nada posso acrescentar, senão que teria de agradecer às pessoas que pensam assim, se assim o pensam de facto, a condescendência de serem minhas amigas.
Isto não é um assunto qualquer. Isto é um assunto nosso. Tanto meu, ateia praticante de antenas no ar, como de qualquer católico. Tu, católico, entras na igreja pelo teu pé. A mim, arrastam-me. Mas arrastam mesmo, desde a nascença. Não te esqueças disso quando comigo discutires este assunto que te pode parecer só teu. Eu não estou de fora a bombardear. Estou presa dentro a dizer que quero sair.
AQUI, católicos ou não, assinem a petição Cidadãos pela Laicidade.
domingo, maio 02, 2010
esbatendo-se.
Bill Viola, The Reflecting Pool
video, color, mono sound, 1977-79
(Frenoys, Abr 2010)
I was trying to get ar the original notion of baptism in a way—a process of cleansing or clearing away, and the idea of breaking through illusion. Water is such a powerful, obvious symbol of cleansing, and also of birth, rebirth and even death. We como from water and ina way slide back into its undifferentiated mass at death.
(...)
In the mid-1990's when I was having lunch with some art collectors, one of them, a trauma surgeon, kept looking at me and finally said, "have you ever had a near-death experience?" I was taken aback, but finally said "Yes," and it occurred to me then for the first time that what I always remembered as a positive, even blissful experience was in fact a near-death crisis. I was six and a half years old, on a family vacation in Upstate New York, when I jumped off a raft and forgot to hold on to my inner tube. I went straight to the bottom, opened my eyes, and saw this incredible vision of an underwater landscape I never knew existed. It was turquoise blue and emerald green, with shimmering shafts of light, fish swimming, and plants undulating in the current. It was beautiful, and I was calm and had no fear. Then, an arm came down and roughly yanked me back up to the surface. It was my uncle, but I was annoyed because I wanted to stay there. To this day I can see that blue-green place and feel that peaceful calm vividly. It is the closest image I have to Paradise.
(...)
It's actually fairly primitive as far as video effects go. It would be easier to do today than when I did it a few years ago. The key element of the piece, as in a lot of my other work, is the stationary camera. Keeping the camera in the same place automatically means that any objects that have not moved between different recordings can be registered (aligned) again, and reconstructed to make a whole image. I've been trying to work for a while with recombining levels of time within the frame, times which are not strictly dependent on ghe sort of absolute time of the running of the videotape machine.
from interviews with Bill Viola, 1985, 2007, 1985
quarta-feira, abril 28, 2010
terça-feira, abril 27, 2010
quando se falha na memória não se aprende com o passado.
segunda-feira, abril 26, 2010
reflexões no vinte seis.
gostei quando foi anunciada a candidatura. e tenho, naturalmente, as minhas simpatias por um homem com obra feita e que, assumidamente monárquico, tem dado o seu apoio às forças políticas com que contingentemente concorda, desde o PSD ao Bloco, passando pela candidatura do Mário Soares. mas sempre achei, e cada vez acho mais, que o diabo se esconde nos pormenores. ontem já decidi em quem não vou votar. com o Cavaco, aí vão dois.
o puto arco-íris VS o rolo compressor (aka PEC) — o combate do século
Lisboa, 25 de Abril de 2010
ilegal é a tua tia, pá!
tinham o melhor slogan da tarde —este, sem o "pá", por respeito ou por falta de hábito. mas foi neste friso, antes de começarem a descer, que me olharam um por um. como que hiperconscientes do momento de visibilidade, ainda que numa pequena leica compacta, distavam do mundo apenas por um cabo. hipersensíveis pelo invulgar dessa exposição, tranquila, pausada, a luz do sol a bater nos rostos. um por um, perceberam que filmava e quiseram entrar. agora ao rever, percebo que deveria ter levado o dobro do tempo a percorrê-los, pousado o triplo do tempo naquele último rosto. a timidez impediu-me de lhes fazer justiça.
domingo, abril 25, 2010
como se falar fosse andar.
Fá-la pela calada e fala claro
Fala deveras saboroso
Fala barato e fala caro
Fala ao ouvido fala ao coração
Falinhas mansas ou palavrão
Fala à miúda mas fá-la bem
Fala ao teu pai mas ouve a tua mãe
Fala francês fala béu-béu
Fala fininho e fala grosso
Desentulha a garganta levanta o pescoço
Fala como se falar fosse andar
Fala com elegância - muito e devagar.
Alexandre O'Neil
sábado, abril 24, 2010
life on the ocean wave
as marchas de marinheiros são sempre as mais arejadas. reconhecem-na?
"I'm wearing pajamas as I only get inspiration at 10:00pm", diz ele. Está certo, o E depois do adeus foi lançado ao ar cinquenta e cinco minutos depois das dez.
desde miúda é som de dia de sol e de sorrisos abertos.
estou feliz por a minha cultura ser esta, apesar de todos os galos na cabeça, apesar das angústias esgrimidas dia-a-dia. estou feliz por todos os cravos vermelhos na minha vida e por não me lembrar de não saber de cor a marcha do MFA. estou feliz por, apesar de tudo, a inscrição deste dia ser tão forte em nós, porque o é. e apesar dos pides reabilitados, há só um nome que me apetece dizer neste dia que se aproxima: Fernando José Salgueiro Maia.
vêmo-nos na Avenida? :*
sexta-feira, abril 23, 2010
segunda-feira, abril 19, 2010
sábado, abril 17, 2010
dentro da esfera.
Bill Viola, He Weeps For You
Video and sound installation, 1976
Bill Viola et Thierry Kuntzel — deux eternités proches
Le Frenoys, Abril de 2010
One of the foundations of ancient philosophy is the concept of the correspondence between the microcosm and the macrocosm, or the belief that everything on the right order, or scale, of existence reflects and is contained in the manifestation and operation of the lower orders. This has been expressed in religious thought as the symbolic correspondence of the divine (the heavens) and the mundane (the earth), and also finds representation in the theories of contemporary physics that describe how each particule of matter in space contains information about the state of the entire universe.
The ensemble of elements in He Weeps For You evokes a 'turned space', where not only is everything locked into a single rhythmical cadence, but a dynamic interactive system is created where all elements (the water drop, the video image, the sound, the viewer, and the room) function together in a reflexive and unified way as a larger instrument.
The traditional philosophy of the microcosm/macrocosm has been profoundly expressed in the Islamic mystical tradition of Sufism. The Persian poet Jallaludin Rumi (1207-1273) developed these concepts with subtle variation in the course of his life's work. In the Masnavi he wrote:
With every moment a world is born and dies,
And know that for you, with every moment come death and renewal.
Notes by Bill Viola, 1976
inverno dormindo.
Hiver (La Mort de Robert Walser)
Thierry Kuntzel, instalação vídeo, cor e preto e branco, 1990
Bill Viola et Thierry Kuntzel — deux eternités proches
Abril de 2010, Le Frenoys
quinta-feira, abril 15, 2010
da informação.
No mesmo dia 25, este post era publicado AQUI, mas eu não posso deixar de transcrever a sms que o origina:
Pessoal é tudo mentira, o nº de mortos já passa dos 80. Ontem foi 1 pessoa identificar o corpo do seu familiar e ele tinha o nº 81. Ontem a noite a grua do trapiche voltou a ceder e matou mais 4 pessoas e claro continua sempre nos 42 mortos, supostamente já deveriam ter 46. No oudinot apareceram 7 mortos vistos com os proprios olhos das pessoas. Não acreditem em nada. Os politicos nao kerem dizer o nº verdadeiro de falecidos mas a verdade é k ja estao kuase nos 100.
Por favor passem a mensagem parafazer com k as pessoas sejam informadas de tudo e nao lhes escondam nada. Não é justo.
Hoje um amigo madeirense de regresso de uma breve visita familiar recente, traz-me uma história contada na segunda pessoa. Nos dias negros de Fevereiro uma madeirense fez em sete horas um percurso de 15 minutos. As estradas todas cortadas, bombeiros, polícia, equipas de socorro. De desvio em desvio, de paragem em paragem, de bloqueio em bloqueio, assegura que os corpos que viu arrastados ou ainda por arrastar, eram às dezenas. Se não atingiam os quarenta, rondavam. Só os que ela viu. Só nesse dia.
Consternada pela narração, meti-me nas pesquisas. E além do linque acima, encontrei OUTRO, que pergunta onde está o conteúdo DESTE.
— Revista Sábado. Error. Page not found. A página que solicitou foi mudada ou retirada do site. Pedimos desculpas pelo inconveniente. —
Os noventa (?) mortos da Madeira foram levados da imprensa por uma enxurrada tão ou mais perigosa que a original. Isto não é um inconveniente. Isto é muito grave. Isto é muito perigoso. Isto não é uma democracia. Isto não se passa do outro lado do mundo. São portugueses levados pela irresponsabilidade política de todo um governo regional que pavimenta ribeiras com cimento. Se mais este crime, o da censura e da manipulação descarada da informação, é real, então existe gente silenciada. É urgente que se cheguem à frente, que falem.
É urgente que nós perguntemos já e bem alto: quantos são os mortos da Madeira? quem nos mentiu? quem sabia que nos mentiam?
... isto não é brincadeira nenhuma.
adenda:
seguimos as pesquisas. e até 25 de Feveiro as notícias falam dos quarenta e da confusão que parece haver com os números. a partir daí parece que o assunto se some no ar. miraculosamente, como a recuperação do Funchal que, dizem-me, parece já uma cidade onde nada se passou.
divulguem. investiguem. perguntem. digam alguma coisa aqui, no facebook, no café, no trabalho, em casa. pelos mortos, mas sobretudo pelos vivos. por vocês. por nós.
quarta-feira, abril 14, 2010
domingo, abril 11, 2010
tamborim.



Bill Viola, He Weeps for You
(video and sound instalation, 1976)
Frenoys, Abril de 2010
In a large, darkened space, a copper pipe runs down from the ceiling, terminating in a small valve from which a single drop of water is slowly emerging. A color video camera, fitted with a special lens and a bellows attachment used for extreme close-up magnification, is focused in on this drop. The camera is connected to a video projector that displays the swelling drop of water on a large screen in the rear of the space. The optical properties of the water drop cause it to act like a fish-eye lens, revealing an image of the room and those within it. The drop grows in size gradually, swelling in surface tension, untill it fills the screen. Suddenly it falls out of the picture and a loud resonant "boom" is heard as it lands on an amplified drum. Then, in an endless cycle of repetition, a new drop begins to emerge and again fill the screen.
Catalogue Bill Viola, The Museum of Modern Art, New York, 1988, p.29
quarta-feira, abril 07, 2010
reflect reflex revue
o peito.
o amor.
sono solto.
cheio de sonhos. como na vida.
(eu não sou ela
e ele não és tu.)

Mistral, place du Châtelet
abr 2010
à luz exterior

Luna, place de Clichy
Abr 2010
tanto que se reflecte. diagnóstico feito, mas... e o INEM para isto?
nota de não-demissão: eu tenciono continuar a fazer a minha parte. o pior não pode estar para vir, isto só pode melhorar.
terça-feira, abril 06, 2010
domingo, abril 04, 2010
do indizível.
Isto é tudo o que Cristo não pregou.
Estes homens deviam ter vergonha na Terra, já que face ao cÉu que apregoam aparentemente não têm nenhuma.
sexta-feira, abril 02, 2010
domingo, março 28, 2010
o mundo cabe nos filmes que são para o mundo.

Susana de Sousa Dias, réalisatrice de "48", lauréate du Grand Prix Cinéma du Réel
O Grande Prémio do Festival Cinéma du Réel (@Pompidou) foi ontem atribuído a Susana de Sousa Dias, pelo filme "48", estreado em Outubro passado no DocLisboa. A tortura, o corpo, a imagem, o som, a ausência, a metrópole e as colónias e histórias de uma ditadura que um país assente na brutalidade escondida insiste em dizer que foi branda.
Só uma nota: 48 tem o número do fatalismo português, tem os rostos e as vozes de sobreviventes —não, não sobreviveram todos ao tal brando ditador que nos protegeu do ar fresco, do tempo que se move e do comunismo—, mas longe de ser um filme político, 48 é uma grande obra documental que não é, não podia ser, apolítica. Nos grandes filmes cabe muito mundo.






