União civil registada para casais inférteis, mulheres que já passaram pela menopausa e homens impotentes, já que o casamento destas pessoas que não vão "propagar a espécie" é claramente inconstitucional. E casais sem filhos não são famílias, assim como casais com filhos mas em união de facto também não o são. É assim, professor?
(p'ra quem não se lembre, também este doutor Diogo defendia o "crime sem castigo" para quem abortasse, teve foi mais sorte que o doutor Marcelo e já estava caladinho — e no governo, por coincidência — quando o Ricardo Araújo Pereira entrou na liça. mas nem tudo é mau, pelo menos não tem escrito peças de teatro ultimamente.)
domingo, março 21, 2010
domingo, março 14, 2010
Porque.
Porque a imolação pelo fogo não purifica o Afeganistão. Porque dentro ou fora do casamento uma violação é um crime. Porque os casamentos forçados vão contra o mais básico respeito pelos direitos humanos. Porque há mulheres que precisam da vossa mão. Assinem. Já.
More and more Afghan women are resorting to suicide to escape abuse within forced marriages. Last year, a law was passed in Afghanistan that legalized marital rape. Laws like this keep Afghanistan's hospitals overrun with women who attempt suicide by self-immolation. These women do not have the support of their governments to report their abusers and leave their abusive husbands--they see death as the only way out of their miserable circumstances.
More and more Afghan women are resorting to suicide to escape abuse within forced marriages. Last year, a law was passed in Afghanistan that legalized marital rape. Laws like this keep Afghanistan's hospitals overrun with women who attempt suicide by self-immolation. These women do not have the support of their governments to report their abusers and leave their abusive husbands--they see death as the only way out of their miserable circumstances.
quinta-feira, março 11, 2010
dos pequeninos monstros quotidianos
Those who abhor violence refuse to admit they are already experiencing it, commiting it.
Those who lie in the arms of the "individual solution",
the "private odyssey", the "personal growth",
are the most conformist of all,
because to admit suffering
is to begin the creation of freedom.
Robin Morgan, "MONSTER"
Para as mulheres livres do meu país, as que nunca sofreram discriminações, não são vítimas, são diferentes, conseguiram o que têm pelo valor próprio e são, sobretudo são, tão femininas, ofereço este poema que queria meu.
Nós, as descontentes, continuamos procurando a revolução, a mudança de que todos falam, mas ninguém quer. A utopia, a liberdade, a condição da liberdade.
Madalena Barbosa, 1992
Those who lie in the arms of the "individual solution",
the "private odyssey", the "personal growth",
are the most conformist of all,
because to admit suffering
is to begin the creation of freedom.
Robin Morgan, "MONSTER"
Para as mulheres livres do meu país, as que nunca sofreram discriminações, não são vítimas, são diferentes, conseguiram o que têm pelo valor próprio e são, sobretudo são, tão femininas, ofereço este poema que queria meu.
Nós, as descontentes, continuamos procurando a revolução, a mudança de que todos falam, mas ninguém quer. A utopia, a liberdade, a condição da liberdade.
Madalena Barbosa, 1992
segunda-feira, março 08, 2010
nice way to start the 8th.*

by The Guerrilla Girls
Kathryn Bigelow, óscar de melhor realizadora e de melhor filme por The Hurt Locker. pode parecer um pormenor, mas hoje o mundo está um bocadinho melhor. I love you, Kong.
domingo, março 07, 2010
the anatomically correct Oscar

foto sacada em nndb
é gaja. é gira. é uma realizadora do caneco como se vê desde o primeiro filme. filma acção soberbamente e ai do estronço que diga que filma como um homem. e já há vinte anos que não podem dizer que é "a mulher do Cameron". tem tudo contra ela, portanto. chama-se Kathryn Bigelow. e vai ganhar.
(wishful thinking can't hurt.*)
extra ecclesiam nulla salvus
The Intelligence² Debate - Stephen Fry (Unedited)
Enviado por Xrunner17. - Televisão clássica online
why the Catholic Church is NOT a force for good in the world, por Stephen Fry. espírito. inteligência. classe. coragem. verdade. ao melhor brit style. e é por tudo isto que não quero pagar a visita do senhor Ratzinger, seja como líder religioso seja como líder de um estado soberano em visita oficial. a césar o que é de césar. e o Vaticano diz que não é césar — a ver se a gente acredita.
(se este homem não é um portento... I'll never stop being in love with him.)
quarta-feira, março 03, 2010
feliz com o petiz.
hoje ele serve-me francesinhas com regularidade, há um ano, como em outros quatro anteriores, servia-me quase diariamente, entre a sopa de penca e a costeleta ou os filetes. sabemos o suficiente para nos alegrarmos a cada reencontro, para o cumprimento caloroso, mas não muito mais do que é mais ou menos regra numa relação de mesa de café em que um está sentado e outro de pé. hoje o braço dele interpelou-me com um nome que eu nunca vira. e o nome escrito na pele foi uma vida que durou dois meses. está a fazer um ano. e um ano depois quis dizer-se a mim. e eu recebi e guardei no peito os olhos vermelhos que sorriam com o alívio de quem não engole o sal.
e depois eu fui e tu ficaste.
nem uma hora depois recebo o anúncio no telemóvel: ela já levou a epidural, é hoje. e a felicidade é da cor do dia, em que chove um azul forte de metais revelados pelo sol que às vezes se esforça. e estou aqui presente agora e a 300 quilómetros, imaginando a foto que adivinhava esperar-me quando ligasse a janela. é o segundo nascimento neste quarteto em que nada seria mais forte se o sangue nos assinasse. nestes momentos especialmente é-me claro até que ponto o que lhes enche a vida bate no meu peito, até que ponto o que me bate no peito bate nos delxs porque há amores que não podem ser senão correspondidos.
com dois meninos novos a navegar na cabeça, penso que não só me anima a felicidade de quem amo. também me anima que haja frutos com a sorte de nascer de certas árvores.
bem-vindo, puto!
[ah, e diz que estreio amanhã à noite, também. depois digo qualquer coisa por aqui, que agora preciso de dormir e há prioridades na vida. :)*]
e depois eu fui e tu ficaste.
nem uma hora depois recebo o anúncio no telemóvel: ela já levou a epidural, é hoje. e a felicidade é da cor do dia, em que chove um azul forte de metais revelados pelo sol que às vezes se esforça. e estou aqui presente agora e a 300 quilómetros, imaginando a foto que adivinhava esperar-me quando ligasse a janela. é o segundo nascimento neste quarteto em que nada seria mais forte se o sangue nos assinasse. nestes momentos especialmente é-me claro até que ponto o que lhes enche a vida bate no meu peito, até que ponto o que me bate no peito bate nos delxs porque há amores que não podem ser senão correspondidos.
com dois meninos novos a navegar na cabeça, penso que não só me anima a felicidade de quem amo. também me anima que haja frutos com a sorte de nascer de certas árvores.
bem-vindo, puto!
[ah, e diz que estreio amanhã à noite, também. depois digo qualquer coisa por aqui, que agora preciso de dormir e há prioridades na vida. :)*]
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
contra um COI que faria corar por estes dias o joão semana e a respectiva burra...
... e porque as diferenças hormonais são parte da competição desportiva, sempre o foram, e porque um intersexo não é alguém com "disorders of sex development". é um intersexo. AQUI econtram uma petição internacional muito bem escrita e muito bem explicada. leiam. pensem. assinem.
The IOC is falsely framing their demands as a health issue to obfuscate the fact that they are singling out women they deem overly masculine and forcing them to “fix,” i.e. “feminize,” their “masculine characteristics” in order to compete. We believe this is astoundingly discriminatory.
The issue which intersex female athletes present is one of “fairness.” However, as many have pointed out, unfair physical advantages are endemic to sports. Men with low testosterone levels have been muscled out of medals since sports began without calling for their rivals to be banned from competition. The only fair solution is for the IOC to celebrate, not regulate, "masculine" women’s physical talents, just as it does men’s.
The IOC is falsely framing their demands as a health issue to obfuscate the fact that they are singling out women they deem overly masculine and forcing them to “fix,” i.e. “feminize,” their “masculine characteristics” in order to compete. We believe this is astoundingly discriminatory.
The issue which intersex female athletes present is one of “fairness.” However, as many have pointed out, unfair physical advantages are endemic to sports. Men with low testosterone levels have been muscled out of medals since sports began without calling for their rivals to be banned from competition. The only fair solution is for the IOC to celebrate, not regulate, "masculine" women’s physical talents, just as it does men’s.
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
what's in a name? *

fotografia de tonrulkens
Joana Manuel, Moçambique, 102 anos à data da fotografia, curandeira. Um nome, o que é?
sábado, fevereiro 20, 2010
eles é que são a família
mas ainda não consegui parar de rir desde que deparei com os fachos todos, na reportagem da RTP, a cantar o We Are Family.
mãezinha, macho que é macho passa a tarde de sábado a desfilar na avenida enquanto entoa um hino gay a plenos pulmões? ui... isto anda tããão confuso, que medo. vá malta, saiam dos armários mas é, e tudo a investir na diferença. do Stanley ao Conde de Contarrr, é foder a cabeça ao Ferrão com um heartfelt anthem. I'll bring out all my (scissor) sisters with me!
mãezinha, macho que é macho passa a tarde de sábado a desfilar na avenida enquanto entoa um hino gay a plenos pulmões? ui... isto anda tããão confuso, que medo. vá malta, saiam dos armários mas é, e tudo a investir na diferença. do Stanley ao Conde de Contarrr, é foder a cabeça ao Ferrão com um heartfelt anthem. I'll bring out all my (scissor) sisters with me!
adenda.
antes que alguém venha reclamar de uma alegada intolerância expressa no cartaz anterior, é favor primeiro acederem a ESTE LINQUE para verem a obra original. agradecida.
esta tarde, na avenida que se chama da Liberdade...

imagem de Luís Rainha
no Cinco Dias
pessoas que se dizem militares de Abril, que como alguém já notou são, na realidade, militares de Novembro e que, como boas múmias de Maio, se vão juntar a skins e fascistas, gritarão contra a igualdade de direitos. lutarão pela manutenção do preconceito e do ódio. manifestar-se-ão contra a liberdade e contra a inteligência.
o silêncio é cúmplice, a inacção também. e o primeiro que me falar de brandos costumes recebe de brinde um busto do barbichas que quer meter os imigrantes num avião daqui para fora. ou umas botas de Santa Comba banhadas em cobre. ou um fim-de-semana de sonho com a Isilda Pegado. aos que duvidam da importância do que se está a passar, eu digo uma única palavra: Uganda. podia dizer muitas outras, mas por estes dias esta chega.

Lisboa, 8 de Janeiro de 2010
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
baby, I'm looking for you...
I didn't forget you, you just lost me there for a bit. but I know you'll show up again.
just like that. two seats. the round light. and lots of personality. personality goes a long way.
(se alguém souber de um P125X pronta a adoptar, que avise. chuiff...)
don't follow leaders, watch your parkin' meters.
a beleza da arte é que quando se diz de alguém, com toda a propriedade, que é "o máióre", vem logo outro a seguir que pode levar o mesmo título e ninguém roubou nada a ninguém.
ora digam lá que não é bonito?...
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
soul nation army — coisas que o meu Puto descobre.
isto ultimamente parece um vídeoblog, desculpem lá. mas já sabem, é por fases, como esta caprichosa aqui ao lado.
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
domingo, fevereiro 14, 2010
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
o rinoceronte
ela tem no corpo a história do mito. o mito é Electra. mas pode até ser desconhecido a quem a olha, que o peso nos pulsos vai sentir-se sempre. ela tem a dança no corpo. mas pode até o léxico ser obtuso, obscuro, fugidio, que a imobilidade vai sentir-se em cada músculo que parece querer ultrapassar a pele. ela destapa cada testo por sua vez, uma electra sabe que por vezes precisa das pernas nuas, outras é o torso que pede para ser desvelado. ela sabe que os talheres magoam os pés descalços e os tacões magoam o corpo calçado. ela começou tantas vezes sabendo que nunca ia acabar, que o fim da música lhe ficou nas mãos, e em cada percurso interrompido porque já se gastou. ela vive na coragem semi-consciente de interromper o que morreu sem que a tristeza que se afunda impeça o que ainda nasce. nem vale a pena fechar as gavetas. assim, mesmo mortas, respiram melhor.

Olga Roriz como Electra
fotografia de Sara Magno

Olga Roriz como Electra
fotografia de Sara Magno
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
faças o que fizeres, não me mintas.
São duas horas e meia. É o tempo certo, aquele que me faz sair com a sensação de que mais uma hora até seria bem-vinda. São os ângulos, o tempo, a luz que se me atira em neve para os olhos, a mansidão donde a lava apenas irrompe em jactos, assustadores mas dormentes, como a luz, como a neve, como os movimentos síncronos das forquilhas. São os olhos, as bocas, as lágrimas de uma transparência que as faz trocar presença com a ausência para assim conseguirem estar sempre presentes nas superfícies lisas entre os olhos e as bocas. São os pescoços feitos nó dos adultos, os corações feitos mata das crianças. As crianças, as irreais crianças donde Michael Haneke suga demasiada realidade. São as respostas, todas as respostas que se escondem nas perguntas que nascem e ficam na disseminação da culpa. A matéria de que se fazem os monstros. É cinema Grande.
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