sexta-feira, janeiro 15, 2010
queer manifesto
Watch Garbage - Queer (ipod) in Music | View More Free Videos Online at Veoh.com
- An Army of Lovers Cannot Lose
Being queer is not about a right to privacy; it is about the freedom to be public, to just be who we are. It means everyday fighting oppression; homophobia, racism, misogyny, the bigotry of religious hypocrites and our own self-hatred. (We have been carefully taught to hate ourselves.) And now of course it means fighting a virus as well, and all those homo-haters who are using AIDS to wipe us off the face of the earth.
Being queer means leading a different sort of life. It's not about the mainstream, profit-margins, patriotism, patriarchy or being assimilated. It's not about executive directors, privilege and elitism. It's about being on the margins, defining ourselves; it's about gender-fuck and secrets, what's beneath the belt and deep inside the heart; it's about the night. Being queer is "grass roots" because we know that everyone of us, every body, every cunt, every heart and ass and dick is a world of pleasure waiting to be explored. Everyone of us is a world of infinite possibility.
We are an army because we have to be. We are an army because we are so powerful. (We have so much to fight for; we are the most precious of endangered species.) And we are an army of lovers because it is we who know what love is. Desire and lust, too. We invented them. We come out of the closet, face the rejection of society, face firing squads, just to love each other! Every time we fuck, we win.
We must fight for ourselves (no else is going to do it) and if in that process we bring greater freedom to the world at large then great. (We've given so much to that world: democracy, all the arts, the concepts of love, philosophy and the soul, to name just a few of the gifts from our ancient Greek Dykes, Fags.) Let's make every space a Lesbian and Gay space. Every street a part of our sexual geography. A city of yearning and then total satisfaction. A city and a country where we can be safe and free and more. We must look at our lives and see what's best in them, see what is queer and what is straight and let that straight chaff fall away! Remember there is so, so little time. And I want to be a lover of each and every one of you. Next year, we march naked.
Ich bin eine Lesbe.

foto de M.Cruz
Chamo-me Joana Manuel. Sou actriz de profissão, é verdade, ao contrário da minha amiga e companheira de activismo Raquel Freire, que é realizadora de cinema e nada obscura enquanto tal. No dia 10 de Outubro de 2008 estive nas escadarias da Assembleia da República, vestida de noiva e com uma barriga falsa, para participar numa acção de protesto e cidadania contra o desfecho antecipado da discussão que no parlamento decorria acerca das propostas de BE e PEV para a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. A acção era simples, directa e clara nos seus objectivos: mediatizar um protesto contra uma injustiça social e política, radicada no preconceito e na discriminação de cidadãos da República em função da sua orientação sexual, em desrespeito claro do artigo 13.º da nossa Constituição Democrática. Encenámos dois casamentos, entre mim e a Raquel Freire, e entre o Paulo Jorge Vieira e o Marlon Francisco, que também se dispuseram dar a cara pela luta naquela acção. O objectivo foi alcançado, as imagens surgem sempre que se debate o tema, e durante o ano que entretanto passou foram objecto de discussão e questionamento. No passado dia oito de Janeiro foi com uma alegria incompleta que assisti nas galerias à quase totalidade do debate parlamentar que resultou na aprovação desta lei para o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, e na sequência do protesto de 2008, participei num brinde e expressei-me em boa consciência sobre o dia apesar de tudo histórico que estávamos a viver. Naturalmente os media deram-nos atenção. Mais uma vez o objectivo foi alcançado.
Espantou-me, no entanto, e entristeceu-me assistir à noite à reportagem da jornalista Ana Romeu para o telejornal da RTP. Ao rever a dita reportagem na internet ficou-me ainda o sabor amargo da manipulação e do mau jornalismo. Mas isto são dissertações para outras repartições. Sucede que a jornalista termina a sua reportagem dizendo, em off, o seguinte: “talvez por isso se explique que estas imagens que vão correr mundo reflictam essa vergonha e o preconceito que ainda subsiste: estas duas mulheres são actrizes, nenhum casal homossexual se disponibilizou a assumir este papel.” Durante os dias que se seguiram, foram vários os ecos que recebi desta reportagem: acudam, a mulher não é lésbica, é uma actriz contratada, isto é tudo uma palhaçada. Reservo-me, reserva-me a democracia o direito de responder.
Fala-se por aí da minha heterossexualidade como se a comunicação social tivesse descoberto um facto extraordinário e obscuro. Não descobriu, ele nunca foi escondido, desde a acção original dos casamentos encenados em Outubro de 2008. Sabem que não sou lésbica porque eu o disse. A luta é minha porque os homossexuais deste país são meus concidadãos e eu respeito-os e defendo-os como tal. Ao fazê-lo estou a defender-me a mim. Eu sou eles. Eles são parte do meu nós.
A acção original —ou deveria dizer, o pecado— foi planeada pelas Panteras Rosa (das quais a Raquel Freire é membro desde a formação do grupo em Portugal em 2004) face à inevitabilidade do chumbo das propostas de Outubro de 2008, em resultado da disciplina de voto imposta pelo PS aos seus deputados. No verão de 2004, um mês antes da primeira acção das Panteras contra a discriminação e a homofobia, na qual participou a Raquel, eu cantei a convite da ILGA-Portugal no Arraial Pride então atirado por Pedro Santana Lopes para o Parque do Calhau, em Monsanto. À clandestinidade sempre convieram as matas mais do que as praças públicas, imagino que tenha sido o raciocínio. O nosso percurso paralelo, meu e da Raquel, de algum modo começou nesse ano. E cinco anos depois, cinco anos de luta e de expressão contínua acerca da igualdade de direitos, foi natural o gesto que fez a Raquel convidar-me para ser o seu par nesta performance interpelante. Esclareçamos então de uma vez: nenhuma outra mulher, lésbica ou não lésbica, se recusou a “assumir o papel”, porque a nenhuma outra mulher foi proposto que “assumisse o papel”. Ninguém me contratou. Ninguém me pagou. Assumi uma luta que é minha e dei a cara por ela naquele momento porque assim se proporcionou. E orgulho-me disso.
Não estive em frente à AR como actriz, mas como activista. Sou —ou estou— heterossexual, é verdade, mas isso é do meu foro privado. Do meu foro público é a cidadania e a luta por uma sociedade mais democrática e mais igual. Esta luta é tão minha como de qualquer lésbica, e ir para a cama com homens não me retira o direito de dar a cara por aquilo em que acredito. Sou cidadã eleitora e contribuinte da República Portuguesa e ofende-me essa discriminação. Para nós, naquele momento como hoje, a orientação sexual dos intervenientes foi absolutamente irrelevante, mas vejo que há muitas pessoas que perfilham um estranho conceito de cidadania. Como dizia Brecht, depois de levarem os ciganos, os judeus, os pretos, os homossexuais, os comunistas, talvez levem essas mesmas pessoas e elas comecem a perceber do que falo. Lagarto lagarto lagarto.
quinta-feira, janeiro 14, 2010
HAITI — Campanha de emergência
Os sobreviventes desta tragédia precisam da AMI e a AMI precisa de si.
Colabore nesta missão de emergência e ajude a AMI a reconstruir as vidas que ficaram destruídas.
Contribua para esta missão através do NIB: 0007 001 500 400 000 00672
Multibanco: Entidade 20909 Referência 909 909 909 em Pagamento de Serviços
terça-feira, janeiro 12, 2010
vox populi
segunda-feira, janeiro 11, 2010
sábado, janeiro 09, 2010
ecos no regresso
deitar na cama dura da Marina Abramovic e pensar com ela o que é isso de ser belo.
ver o coração da Nan Goldin bater três vezes ao som da voz da Björk.
enfiar o dedo na neve e desenhar.
dar-te a mão e o olhar de que tanto gostas.
sentir o meu coração bater ao som da voz da Lhasa.
trazer-te na mala.

Nan Goldin, "Jessica and Simon", in Heartbeat
sexta-feira, janeiro 08, 2010
mais um dia.

Política - Parlamento aprova casamento homossexual - RTP Noticias

Um passo. Uma onda que já não pode voltar atrás. Inúmeras crianças que continuam a não poder ser adoptadas por casais competentes para tal porque os grandes são cobardes e as usam como desculpa no parlamento dos deputados indisciplinados e viciados em feicebuque mesmo nos momentos em que deviam estar a fazer o trabalho para que todos lhes pagamos. Um governo às-vezes-quase-socialista. Uma manhã de brindes ao que se conseguiu e ao que falta. Uma quase directa com um voo de madrugada Orly-São Bento. Uma esfregona, é o que eu me sinto, mas uma esfregona feliz. É um passo. Está dado. Somos um pouco menos homofóbicos, um pouco menos intolerantes, um pouco menos anti-democráticos, um pouco menos parolos, um pouco menos injustos, um pouco menos cruéis, um pouco menos tiranos. Um passo coxo. Mas está dado.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
o mais belo museu do mundo

Musée d'Orsay
Dezembro de 2009
estes últimos dias têm sido mais Pompidou, que tem outras razões —e aranhas— nas suas belezas. ai, vida dura...
terça-feira, janeiro 05, 2010
deadline

musée d'art moderne, Paris
Dezembro de 2009
há mortes que deviam ser proibidas, a não ser que se tratassem de suicídios. há artistas que cavam buracos de luz que nunca vazam dentro de nós. mort... n'est pas le mot juste.




