sábado, junho 20, 2009

esta é todos os anos, para mim, a canção do dia...




... este ano, na realidade, é a canção da semana, já que a marcha é só o começo. e vídeo por vídeo, prefiro ter aqui o Albarn à cabeça do que a minha cara de parva, jejeje.

ou então, vão p'ró colombo, que tem ar condicionado.

ecos

a reler o post anterior, feito já com um olho aberto e outro fechado, veio reverberar-me na cabeça uma frase longínqua, dita com maldade. qualquer coisa como "quem é bom na forja não deve mexer na bigorna", não me lembro bem, não sou muito versada em instrumentos de ferreiro.

e sorrio. e penso, que rematada parvoíce, tão rematada que quase apetece pôr-lhe uma cedilha. há tanto mais no mundo para lá das cercas e das fronteiras. se não for a arte a compreendê-lo, ficamos inevitavelmente nas mãos dos profetas. e todos sabemos quais são os resultados disso.

noite quente

e doce. planos e planos sobrepostos. as faces do meu poliedro intercaladas, misturadas, entremetidas. o meu percurso todo metido numa armação de ferro. o jazz, e o Binau e a Yvette no fim, e o Junho, e o Pedro e o Bruno na cena, e a superior da rua do ataíde, os profes, os quase profes, os agora amigos; e o corpo, no imenso privilégio que é conhecer e trabalhar com um senhor discreto, amoroso e profissional como poucos, chamado João Natividade, e cujo o corpo é capaz da maior beleza e do maior silêncio; e a pop de pandeireta na mão; e o teatro, as palavras e o gesto e o espaço e o tempo e o dentro e o fora, em tudo, em cada canto, em cada opção, em cada inesperado. e a Raquel a filmar tudo. e a Nezes o Nuno e o Hugo na plateia, aqueles que me sentem, ouvem e vêem desde quando eu ainda sabia menos do que sentia, ouvia e via. e o leve aroma de Constança, colorido e presente, mas sem esmagar, sem sufocar, só dádiva generosa.

hoje, sem espaço para mas, estou feliz. e não, não sou cassandra, mas confio que amanhã não será diferente, sendo-o necessariamente.

quarta-feira, junho 17, 2009

há pessoas que nos ajudam a manter a adaga afiada, há que agradecer o treino

— Ah, ela tem ar é de enfermeira [lascivo forçado], tem um lindo ar de enfermeira, ela.
— Não, amor, tenho ar de neurocirurgiã, de topo, topas?


Há piropos que se sentem como apalpões. E eu gosto do verão, gosto da pele ao ar, gosto da chinela no pé. Mas às vezes torna-se francamente cansativo, aturar quem poisa toda a sua identidade na patética ilusão da predação.

Vírgula, coitados.

domingo, junho 14, 2009

compositora do pescoço para cima...


momento I
pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, sob a direcção de Jorge Peixinho


... mulher do pescoço para baixo e arte das pontas dos cabelos às pontas de bailarina.

Este tempo também é dela



Sexta e sábado [19 e 20 de Junho], no Jardim de Inverno do São Luiz, às 22h por causa da luz, no meio dos Colecviva, três outsiders vão farejando Costança a cada minuto. Primeiro, "Mega Tarts", do outsider Pedro Moreira, depois a maravilhosa e organizada loucura de "Wom wom Cathy!". O outsider José Fragateiro relê o imaginário de Jasmim. Os Colecviva revivem, e são Luís Madureira, António Sousa Dias, Carlos Martins, Manuel Cintra, Pedro Wallenstein, Nuno Vieira de Almeida e João Natividade. E eu, outsider com 13 anos à data da estreia no São Carlos, tento ler o imaginário da Constança Capdville performer, que nunca pensei poder sentir tão por perto — e lembro-me tão bem de ficar embevecida a olhar para esta mesma fotografia reproduzida nos obituários dos jornais, em 1992. No meio dos homens, como sempre. Como Constança.

escher drawing hands drew hands drawing escher — farejando Constança

Escribe como habla, como piensa.
Como piensa que habla. Piensa que escribe como piensa.
Piensa.
Luego escribe.

Habla como escribe. Habla. Dice que escribe y que escribe como piensa.
Dice lo que piensa, que piensa lo que piensa. Piensa al hablar. Dice lo que piensa.
Dice que piensa como piensa.
Luego escribe lo que dice, o que dice que piensa, que dijo.
Escribe lo que piensa que dice.
Así parece.
Así parece que habla. Que escribe.
Así parece que piensa que escribe.
Así dijo.

Escribe como dice que se habla.
Como dice que se habla cuando se habla sin pensar. Sin pensar en lo que se dice.
Como le parece. Escribe sin pensar. Así parece. Habla mientras escribe, dice que escribe como dice que se habla mientras escribe que escribe como piensa. Así parece que piensa. Así dijo, pensando en lo que escribe. Dijo que escribe como se dice sin pensar en lo que se escribe. Le parece.
Escribe.
Luego piensa.
Parece que así piensa.

Parece pensar en lo que escribe. Luego escribe. Escribe lo que piensa. Lo que piensa, no lo que pensó. Piensa en pensar, luego escribe. Pero no piensa.
Para facilitar el proceso.
Piensa que para facilitar el proceso.

Habla de lo que pensó. Habla de lo que piensa que pensó. De lo que piensa que pensaba mientras escribía, mientras sigue escribiendo. Dice lo que piensa que piensa mientras escribe, mientras sigue escribiendo, mientras sigue escribiendo que habla.
Que habla y que piensa.
Y piensa que puede pensar otra cosa mientras escribe que escribe como habla. Como dice que se habla. Como dice que le parece que se habla.

Escribe que habla de lo que pensó para facilitar el proceso. Lo dice como le parece que diría si se hablara por escrito. Así lo escribe y así piensa facilitar el proceso.
Por escrito.
Piensa que por escrito.
Piensa por escrito.
Piensa que piensa por escrito. Se dice a si mismo que piensa por escrito. Así parece.
Que piensa por escrito y que escrebiría como se hablaría si se hablara por escrito. Sí se hablara por escrito y sin pensar, para facilitar el proceso. Así le parece que debe pensar que escribe.

Parece pensar en lo que escribe y luego escribe sin pensar. Sin pensar en nada. Piensa que piensa en nada, que no piensa, que no piensa en nada.

Eso piensa.

Y escribe. Luego escribe.
Ecribe que no escribe, que dice, que dice que dice y no escribe, y que no escribe, para facilitar el proceso.
Dice que escribe que no escribe para facilitar el proceso. Así le parece que debe decir que escribe. Decir como piensa que escribe.
Escribe que debe decir como piensa que escribe. Y corta.

Sangra. Y sigue.
Sangra y sigue. No para. Cortar no para.
Para facilitar el proceso. Mientras escribe se pone a sangrar. Cree que para facilitar el proceso. Así le parece. Así le parece que para. Al menos así le parece que le parece. Así le parece que debe escribir.
Sangra mientras escribe. Y no para.
Dice que sangra mientras escribe, lo dice sin sangrar.

Piensa que sangra al escribir, lo dice porque lo piensa, escribe que sangra, que sangra mientras escribe y no piensa, y piensa que lo dice porque lo piensa, no porque lo escribe, porque no lo escribe. porque dice que no lo escribe. Y sí lo escribe no lo dice. No lo diría aunque lo pensase. Al menos así parece.
Se dice a si mismo que al menos así le parece. Se lo dice sin pensar, no porque lo escribe, porque lo escribe, lo escribe sin pensar, sin pensar en lo que dice, sin pensar en lo que se dice a si mismo, en lo que piensa.
Se lo dice para facilitar el proceso.
Para facilitar-se el proceso.

Y piensa que tanto da escribir que hablar. Mientras no diga lo que piensa.

Para.
Piensa.
Para que piensa. Piensa para que.
Piensa para que para. Escribe para decir para. Parece que para. Que para para decir para. Piensa. Piensa para decir para de escribir. Para de escribir para decirlo. Habla.
Para facilitar el proceso. Para de hablar. Dice que para.
Dice que para de hablar.
Para pararlo. Escribe.

Para.
Escribe para.


Álvaro García de Zuñiga,
S/T






este tempo também é dela. e o tempo dela também é meu. hoje.

sexta-feira, junho 12, 2009

quarta-feira, junho 10, 2009

a dispersão

pois, isto do feicebuque tem muita graça, mas o resultado é que a pouca malta que comentava aqui prefere agora botar faladura nas notas afixadas na praça do bairro.

o que significa que, não fosse o contador de visitas dar-me uma média diária considerável, i could really lose it, por pensar que tenho o cantinho por minha conta.


o que coloca ao mirone [por favor não tomar a palavra como insulto, longe de mim querer maltratar os resistentes e os eventuais], mas pronto, deixa no ar um problema filosófico. se a partir de amanhã tiver zero visitas por dia, passo a preocupar-me só com o que podem pensar de mim as hordas de amigos do FB e o Blue! pode bem tornar-se uma sangria desatada, paraíso do voyeur e da mosquinha à solta na suite. mas à primeira visita, a auto-consciência há-de reclamar o seu lugar, e acaba~se a festa.


pois.

será que a árvore faz barulho ao cair na floresta despovoada? a eterna pergunta...

terça-feira, junho 09, 2009

the bright side of it — variação


roma, Junho de 2009


the bright side of it is that
i'm growing grown
not growing up
i'm growing down and wide and round

the bright side of it is that
i'm growing grown
not growing old.

that is the bright side of it.

segunda-feira, junho 08, 2009

oh yeah!...

Manel votou ontem por volta das 14h15 num palácio Galveias totalmente vazio, de eleitores e de jornalistas. Pensou que estivesse a ser aldrabad@, mas hoje percebeu que o seu voto no Rui Tavares contou mesmo. E também gosta mais dele que do Obama, porque está mais perto e lhe apresentou o Andrew Bird.





foto roubada e alegria partilhada com JL.

domingo, junho 07, 2009

só porque sim.

porque isto é bom que se farta e eu babo-me todas as noites nos ensaios com o que esta mulher faz. an awesome fucking privilege, I should say.



Gravity - Kevin Blechdom

fora de campo 3.0


Running Away - Kevin Blechdom



era de esperar. noite de lua cheia e aquela sensação de que a pele tem demasiadas antenas. um raspão, um, caramba, ainda nem tinha pensado nisto hoje, olha, parva, já viste a lua? e lá vem ele, o figurante sem falas, ou se as tinha foram cortadas porque nenhuma delas interessa à montagem, são fraquinhas, não acrescentam verdade nenhuma à farsa, lá vai ele, o figurante sem falas. nem se percebe se percebeu que passou mesmo em frente da lente, de tão enfiado em si mesmo. fora de campo. respira, já passou. o quê? acende o cigarro. e ouve o riso que te chama. qual deles tomou o veneno, qual deles se apunhalou? e será que foderam, ou eram muito novos para isso, tenrinho? o que é que interessa? a lua está sobre roma, e o chile e cabo verde, e o próprio afonso henriques no caminho. e nos meus ouvidos. fora de campo. porque sim.



Aveiro, Maio de 2009

sábado, junho 06, 2009

estou varada...

... com a genialidade do slogan anti-europeísta dos fascizóides nacionalistas cujo nome não me apetece dizer para evitar pequisas indesejadas. hoje até me engasguei no esparguete. a Europa prejudica Portugal. donde, chega de... federastas.


ok, eu repito: chega de federastas. é de génio. o tracadilho, a aglutinação, a brincadeira com a ponética [maneira estranha de dizer os efes...]. é de estalo. merece o prémio de melhor e mais auto-representativo slogan de uma campanha eleitoral. a cara dos seus autores está toda lá, de fio a pavio.

quinta-feira, junho 04, 2009

flash

pena que nunca te tenha perguntado se sabes tudo, ou apenas as coisas que te apavora não saber.


eu sempre achei que isto tinha imenso jazz lá dentro





... e a Cláudia provou que era verdade.



[e lá veio a lagrimita, mais até do que com o Thom Yorke... esta canção é tramada.]

e já somos para cima de cinco mil

Mas há quem insista que a igualdade no acesso ao casamento civil é um tema fracturante. Opinião que, digo eu, só pode advir de um traumatismo craniano...

Não há nada mais fracturante que a discriminação. Subscrevam. Divulguem. Fracturem o preconceito e a tacanhez.

quarta-feira, junho 03, 2009

o espírito de missão tem que se lhe ria — ou Buda anda de metro




Bom dia!

jazz @ esml [ou o regresso da galinha]

Pronto, a miúda das três da tarde de quinta é minha aluna e tem feito este ano um caminho que me alegra, porque é boa e porque tem alma de exploradora. O resto do pessoal é bem jeitoso, também. E apesar do Win Butler dizer que o jazz está mais morto do que o rock, eu continuo a ouvir Arcade Fire assim como a Cláudia Franco cantora de jazz em início de percurso continua a ouvir e a cantar Radiohead. E é à borla. E o edifício do Carrilho da Graça é bem interessante. E o meu coordenador de curso pediu-nos a todos para divulgar e eu sou uma professora diligente.

Apareçam. E espalhem. O campus de Benfica fica ali à mão de semear, entre o Fonte Nova e a circular.


I Festival

J A Z Z @ E S M L

4 e 5 Junho



PROGRAMA

QUINTA 4 DE JUNHO

15h - Cláudia Franco "Radiohead"
16h - Combo prof. Afonso Pais
17h - Ensemble de Jazz da ESML

18h - Diogo Moreira "Miles Ahead"
19h - Combo prof. Bruno Santos

SEXTA 5 DE JUNHO

15h - Combo prof. João Moreira
16h - Combo prof. Gonçalo Marques
17h30 - Big Band da Escola do Hot Clube de Portugal
19h - Combo da Escola do Hot Clube de Portugal


Campus de Benfica do IPL (ao pé do C.C. Fonte Nova)
Escola Superior de Música de Lisboa
Instituto Politécnico de Lisboa

a mil...

...mas em casa. sem tempo, mas em casa. entre palavras e corpos à solta no hospício, desta vez literalmente, mas em casa. cena, mas em casa pela primeira vez desde há três anos. acho que ainda estou a habituar-me a esta sensação de deslocamento. ou descolamento. em adaptação permanente, como sempre. mas em casa. estava mesmo a precisar. descentralizar. jogar polo com os crocodilos. cantar sóis agudos e cair dos patins.

terça-feira, junho 02, 2009

nomes feios

"I don't know much about psychoanalysis, but this must be a dirty picture..."




VLADIMIR &
ESTRAGON
[turning simultaneously]: Do you—

VLADIMIR: Oh, pardon!

ESTRAGON: Carry on.

VLADIMIR: No no, after you.

ESTRAGON: No no, you first.

VLADIMIR: I interrupted you.

ESTRAGON: On the contrary.

they glare at each other angrily

VLADIMIR: Ceremonious ape!

ESTRAGON: Punctilious pig!

VLADIMIR: Finish your phrase, I tell you!

ESTRAGON: Finish your
own!

silence. they draw closer, halt.


VLADIMIR: Moron!

ESTRAGON: That's the idea, let's abuse each other.

they turn, move apart, turn again and face each other.


VLADIMIR: Moron!

ESTRAGON: Vermin!

VLADIMIR: Abortion!

ESTRAGON: Morpion!

VLADIMIR: Sewer-rat!

ESTRAGON: Curate!

VLADIMIR: Cretin!

ESTRAGON
[with finality]: Critic!

VLADIMIR: Oh!

he wilts, vanquished, and turns away.



Samuel Beckett,
Waiting for Godot

segunda-feira, junho 01, 2009

espelho invertido


The Eraser - Thom Yorke


é o mesmo, sim
a mesma janela
a linha do comboio
o cobertor
era previsível no humor torcido que me persegue.
e mais pequeno, o mesmo
as paredes tão mais próximas da cama
tudo a uma escala fora da memória
a realidade é sempre mais tangível.

e o coração não disparou com o descerrar da porta
pausa
tira os olhos do chão e agradece
como seria se esta porta se tivesse mantido fechada?
ficaria a esmagadora interrogação
uma eternidade de corredor.

as horas de sono
as horas de conversa
as horas de fumo
as horas de riso e de música
o super-homem invertido que arrota kryptonite.
diz-me, foi aqui?

pausa
sorriso
foi.
não.

não foi aqui
não era aqui que tu falavas e eu já não te escutava
e eu só olhava para as tuas mãos e eram feias
tu continuavas bonito
mas eram tão feias as tuas mãos
são.
mas não foi aqui que as vi assim
este foi apenas o sítio em que incomeçámos.

não
isto nunca começou
é uma coisa para sempre incomeçada.





e nem sequer é bonita.



Guimarães, Maio de 2009

domingo, maio 31, 2009

o texto que nos une

MOVIMENTO PELA IGUALDADE no acesso ao casamento civil

A igualdade no acesso ao casamento civil é uma questão de justiça que merece o apoio de todas as pessoas que se opõem à homofobia e à discriminação. Partindo da sociedade civil, a luta pelo acesso ao casamento para casais de pessoas do mesmo sexo em Portugal conta neste momento com um crescente apoio político e social. Nós, cidadãos e cidadãs que acreditamos na igualdade de direitos, de dignidade e reconhecimento para todas e todos nós, para as/os nossas/os familiares, amigas/os, e colegas, juntamos as nossas vozes para manifestarmos o nosso apoio à igualdade.

Exigimos esta mudança necessária, justa e urgente porque sabemos que a actual situação de desigualdade fractura a sociedade entre pessoas incluídas e pessoas excluídas, entre pessoas privilegiadas e pessoas marginalizadas; Porque sabemos que esta alteração legal é uma questão de direitos fundamentais e humanos, e de respeito pela dignidade de todas as pessoas; Porque sabemos que é no reconhecimento pleno da vida conjugal e familiar dos casais do mesmo sexo que se joga o respeito colectivo por todas as pessoas, independentemente da orientação sexual, e pelas famílias com mães e pais LGBT, que já são hoje parte da diversidade da nossa sociedade; Porque sabemos que a igualdade no acesso ao casamento civil por casais do mesmo sexo não afectará nem a liberdade religiosa nem o acesso ao casamento civil por parte de casais de sexo diferente; Porque sabemos que a igualdade nada retira a ninguém, mas antes alarga os mesmos direitos a mais pessoas, acrescentando dignidade, respeito, reconhecimento e liberdade.

Em 2009 celebra-se o 40º aniversário da revolta de Stonewall, data simbólica do início do movimento dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros. O movimento LGBT trouxe para as democracias - e como antes o haviam feito os movimentos das mulheres e dos/as negros/as - o imperativo da luta contra a discriminação e, especificamente, do reconhecimento da orientação sexual e da identidade de género como categorias segundo as quais ninguém pode ser privilegiado ou discriminado. Hoje esta luta é de toda a cidadania, de todos e todas nós, homens e mulheres que recusamos o preconceito e que desejamos reparar séculos de repressão, violência, sofrimento e dor. O reconhecimento da plena igualdade foi já assegurado em várias democracias, como os Países Baixos, a Bélgica, o Canadá, a Espanha, a África do Sul, a Noruega, a Suécia e em vários estados dos EUA. Entre nós, temos agora uma oportunidade para pôr fim a uma das últimas discriminações injustificadas inscritas na nossa lei. Cabe-nos garantir que Portugal se coloque na linha da frente da luta pelos direitos fundamentais e pela igualdade.

O acesso ao casamento civil por parte de casais do mesmo sexo, em condições de plena igualdade com os casais de sexo diferente, não trará apenas justiça, igualdade e dignidade às vidas de mulheres e de homens LGBT. Dignificará também a nossa democracia e cada um e cada uma de nós enquanto cidadãos e cidadãs solidários/as – e será um passo fundamental na luta contra a discriminação e em direcção à igualdade.






podem subscrevê-lo AQUI

fora de campo 2.0


Carrion Suite - Andrew Bird





Eram já horas, mais que horas. Este uivo, ouvira-o já, este uivo do vento na paragem do autocarro, longe, longe de ser novo, longe de ser límpido. Eram, já horas, pensou. E enquanto observava a pequena gota de água que se desmanchava lentamente numa só pedra, sem cruzar os pequenos leitos que a ligavam a outras semelhantes, a lua mudou-se para dentro. O veículo parou à sua frente. E ela subiu.


Aveiro, Maio de 2009

sábado, maio 30, 2009

quem precisa dos originais?...

para a minha formiga




... que me ficou a dever uma mms na rambla com o pássaro de Illinois. Ao teu nervous tick respondo-te com esta pergunta. só tenho pena que o vídeo não comece mais cedo, porque toda a conversa anterior sobre ser ou não ser easy going foi deliciosa.


Troca de cromos, é o que os putos chamam a isto. Deixa lastro, eu disse-te. ;)