são três nacos de papel onde está impresso São Jorge, 24 de Maio, Andrew Bird. é ter ouvido a tempo que haveria uma data extra [Lisboa está, afinal, cheia de gente com bom gosto] e portanto havia alternativa na plateia ao tecto do segundo balcão. e em Braga, cheira-me que ninguém vai fazer dinheiro com o meu lugar na primeira fila. quando nos acontecem coisas especiais, uns quilómetros a mais são parco preço a pagar.
segunda-feira, maio 11, 2009
só o óbvio pode ser hermético
são diferentes, estes. um pouco diferentes.
e eu fico feliz.
um pouco feliz.
e eu fico feliz.
um pouco feliz.
domingo, maio 10, 2009
ponte ao luar — variação

avenida, hoje de maio de 2009
atravessar para o azul. atravessar o azul. atravessar pelo azul. transpor o azul.
bem.

sto.amaro de oeiras
maio de 2009
não será. e é. agulha. pica-se na lua
que vazzza
lenta. não será. foi. a planta é séria. secou ao sol.
bem-me-quer.
sábado, maio 09, 2009
sexta-feira, maio 08, 2009
o melhor emprego do mundo
porque hoje passei grande parte do dia naquela banlieue que se enche dos meus dias passados, onde os sons se transformam tanto na reprodução. porque odeio o vincent moon do fundo do meu coraçãozinho. e porque alguém num dia escuro me deu para a mão um cd dos Beirut dizendo, toma, ouve, é música para nos fazer sentir bem, só para me ouvir retorquir entre lágrimas, não é nada, não percebeste nada do que estiveste a ouvir! em troca da insolência, recebi um abraço. e beirut é música para nos fazer sentir bem, pois, bem a sério não bem farsola, no chiaro-oscuro, na fanfarra cansada, no ritmo da melancolia, nas palavras sempre claras, sempre cheias de sombras. à la banlieue, santé!
da hipersensibilidade meteorológica — adenda
Bird por Moon.
O Vincent Moon deve ser, no momento, o gajo que eu mais invejo à face da terra. Este sim, tem o melhor emprego do mundo. Entre os Arcade Fire, os Beirut e o Andrew Bird, só os National lhe podem dar desculpa para andar chateado. Talk about being IN the scene...
da hipersensibilidade astro-meteorológica [ou pois, elas não matam...]
mas uma manhã cinzenta depois de uma noite de lua cheia mói, ah se mói. ainda para mais se passada entre caves da bela velha e salas sem luz do paço dos arcos. há mesmo dias de pacote completo, que só se salvam no vermelho: afias os cornos, focas-te e acometes.
quarta-feira, maio 06, 2009
terça-feira, maio 05, 2009
os paliativos que vão c'os porcos...
Informem-se AQUI, ou em qualquer outro media que não ignore as origens em proveito do fogo de artifício, e depois, em vez de irem a correr comprar o Tamiflu da família Rumsfeld, assinem antes esta PETIÇÃO. Parece-me mais consequente que qualquer vacina.
segunda-feira, maio 04, 2009
oquestrada
Qualquer Coisa Que Me Anima... - Oquestrada

caxias, 1 de Maio de 2009
já cá cantam. a minha vontade me seduza... o cantinho, claro, é ati de mon oncle tati.
in and out
quando o arremedo de caniche do andar de baixo vem outra vez berrar para a janela que não gosta do barulho do estendal, no seu ladrar estridente, agressivo, histérico, despropositado e constante, e a respectiva dona [de quem por sinal se gosta muito, apesar do bicho] vem pedir pela enésima vez que desculpemos o animal que é chato como a potassa, em vez de
— Não se preocupe, quando ele morrer até vou sentir a falta disto.
diga-se
— Tudo bem, a gente cá se entende.
...
sobretudo se se tiver fantasias com envenenamentos.
— Não se preocupe, quando ele morrer até vou sentir a falta disto.
diga-se
— Tudo bem, a gente cá se entende.
...
sobretudo se se tiver fantasias com envenenamentos.
when you cut into the present, the future leaks out.
Cut-Ups from Matti Niinimäki on Vimeo.
... oh hell, yes. sometimes it seems there's nothing else to the very puzzle of life.
[obrigada pela prenda. :)]
lisboa

parque, 2 de Maio de 2009
fotografia de Teresa Q.
habituar-me a esta estranheza de mel. estou aqui. não me vou embora amanhã, daqui a pouco, daqui a uns dias. a mala desfeita para arrumar e não apenas para o inexorável pulsar da lavandaria. alguns cantos estão refarejados, outros sê-lo-ão amanhã, de outros passo propositadamente ao lado, até que faça sentido deixar de ignorá-los. a luz está doce. carinhosa. afaga os cabelos, as curvas dos lábios, as rugas, as tardes de ar aberto, os pulos no asfalto e os sossegos na relva. regresso ao livro para sempre inacabado. eu.
domingo, maio 03, 2009
o espirro da semana
tinha uns recuerdos mexicanos lá no aparador da sala, mas agora já foi tudo c'os porcos.
sexta-feira, maio 01, 2009
artista residente
é só pulsar, é só ritmo, é só onda, linha e cor. e luz. if this is not a genius, I don't know one.
quinta-feira, abril 30, 2009
do you reason with your condition?
cinquenta e sete dólares, um telemóvel, e olhos por dentro e para fora.
prémio para melhor filme num dos maiores festivais de curtas do mundo, o Tropfest NY 2008.
e o cérebro vai cantando as palavras que não ouve, as palavras que se cosem entre duas cidades.
por Jason van Genderen (realização), Shane Emmett (produção) e John Roy (música).
quarta-feira, abril 29, 2009
vá, o tamiflu mata o papão...
então parece que é desta que se livram do stock que compraram à maluca na altura da histeria da gripe das aves, não é verdade? cedo ou tarde, chegam os lucros do medo, é o que vale... Recorre-me na cabeça aquele trecho do Borges sobre o Billy the Kid: "o quase menino que ao morrer aos vinte e um anos devia à justiça vinte e uma mortes — 'sem contar os mexicanos'."
[onde é que eu já vi isto, óinc...?]
[onde é que eu já vi isto, óinc...?]
everybody says that living is easy
tinha a minha secreta esperança no Sax and Violins [afinal era Eno à mistura, que rico par de jarras...]. mas pronto, mesmo sem isso, sem Psycho Killer, sem Naïve Melody, foi brilhante e eu nem dei pela falta de nada. o rei da subtileza, da inteligência levada a cúmulo da estupidez, das afinações mínimas e do aparente laisser faire com que tudo acontece. mestre, é o nome que lhe fica bem. e na boa tradição do budismo, sempre o foi, não é da idade. que, como se sabe, é a mesma desde que o próprio descobriu o sentido da expressão "stop making sense".
david byrne — coliseu dos recreios, Lisboa, 28 de Abril 2009 - ajmm
david byrne — coliseu dos recreios, Lisboa, 28 de Abril 2009 - ajmm
terça-feira, abril 28, 2009
afinal...
... a mão sempre esteve fechada. só não se fechava em punho, em força, em dona. apenas em amor. em carícia. em algum medo. arrumar a vida pode ser uma experiência reveladora. e salvadora. e eu sou bem mais corajosa do que às vezes penso... por isso me pico. por isso às vezes faz sangue.

Lisboa, outubro de 2007

Lisboa, outubro de 2007
o actor cirúrgico
— Ah, you know, I just love all your wild characters, Peter, but backstage here you can just relax and be yourself.
— But that, you see my dear Kermitt, would be altogether impossible. I could never be myself.
— Never yourself?
— No. You see... there is no me, I do not exist.
— I... I... I beg your pardon...?
— There used to be a me... but I had it surgically removed.
segunda-feira, abril 27, 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)





